terça-feira, 31 de julho de 2012

CAMPO GRANDE TEM PROPOSTA HABILITADA PARA O VIDEOMONITORAMENTO DO CENTRO.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) divulga o resultado preliminar da habilitação de propostas municipais relativas ao edital de seleção de projetos para implantação ou expansão de sistemas de videomonitoramento. Ao todo, foram habilitadas 29 das 153 propostas cadastradas no Sistema de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv).

As propostas serão analisadas tecnicamente pela comissão julgadora, conforme os critérios definidos no edital. Se estiverem aptas, devem passar pela aprovação do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública e serão encaminhadas para assinatura de convênio, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira. O edital tem verba total prevista de R$ 10 milhões.

As 124 propostas que não passaram para as demais fases de seleção e análise foram inabilitadas porque não estão de acordo com os requisitos do edital. Os erros mais cometidos pelos proponentes foram a não apresentação de termos de referência, projeto de convênio, metas qualitativas ou planejamento do uso dos bens.

Para ver o resultado da fase de habilitação do edital Videomonitoramento 2012 clique aqui.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Caso do Publicitario morto por Policiais Militares em SP.

Promotor diz que vídeo mostra PMs alterando local de assassinato em SP 

Promotor Rogério Zagallo diz que PMs recolheram cápsulas. Três policiais estão presos por matar a tiros Ricardo Aquino.
O Ministério Público Estadual de São Paulo informou nesta sexta-feira (27) que vai denunciar à Justiça os três policiais que mataram o empresário Ricardo Prudente de Aquino, após abordagem na noite do dia 18, na Zona Oeste de São Paulo, pelos crimes de homicídio doloso qualificado e fraude processual. De acordo com o promotor Rogério Leão Zagallo, agentes executaram uma vítima desarmada e ainda foram flagrados por câmeras de seguranças mexendo na cena do fato.
“Cenas gravadas por câmeras de segurança que estão com a Polícia Civil e que eu vi mostram os policiais militares recolhendo as cápsulas deflagradas. Isso é crime chamado fraude processual. Eles alteraram a cena do crime. Mexeram onde não devia”, afirmou Zagallo. A polícia não forneceu o vídeo ao G1.
Procurado para comentar o assunto, o delegado Dejair Rodrigues, da 3ª Delegacia Seccional Oeste, informou que possui o vídeo citado pelo promotor.

A cena deveria ser mantida inalterada para a análise de peritos. Zagallo alega também que o crime ocorreu por volta das 22h e só foi comunicado à delegacia quatro horas depois, por uma advogada dos policiais. A denúncia será feita assim que o promotor receber o inquérito da Polícia Civil.
O cabo Adriano Costa da Silva e os soldados Robson Tadeu do Nascimento Paulino e Luís Gustavo Teixeira Garcia são investigados pela Polícia Civil estão detidos preventivamente no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital. O empresário, de 39 anos, foi morto com dois tiros na cabeça dentro de seu Ford Fiesta. A defesa dos policiais alega que seus clientes atiraram porque acreditavam que o motorista estava armado após ter supostamente furado um bloqueio policial.
Zagallo afirmou ainda que os policiais devem responder pelo fato de terem supostamente colocado dentro do veículo de Aquino 50 g de maconha.
O advogado Aryldo de Oliveira de Paula, que representa os policiais presos, afirma desconhecer a existência do vídeo. “Se estão escondendo essas provas, é cerceamento de defesa. Fiquei na quinta-feira da reconstituição e saí de lá perto das 23h. Até esse horário não fui informado nem vi essas imagens”, disse. Ele diz ainda que o fato de não conhecer a possível prova fere a súmula vinculante 14 do Supremo Tribunal Federal, que diz que é direito de todo advogado ter acesso a todas as provas produzidas.
SolturaNesta quinta (26), o desembargador Willian Campos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), concedeu habeas corpus em caráter liminar solicitado pelo antigo defensor dos policiais. No dia 19 de julho, a juíza Lizandra Maria Lapenna, da 5ª Vara do Júri, do Fórum da Barra Funda, tinha convertido a prisão em flagrante dos PMs em preventiva.
De Paula afirmou que deverá fazer o pedido de liberdade ao juiz-corregedor da Polícia Militar, Alberto Cavalcante, ainda na tarde desta sexta-feira (27). Apesar da decisão do TJ-SP em soltar os três, eles continuavam detidos na manhã desta sexta porque respondem a um processo no Tribunal de Justiça Militar (TJM). Um juiz militar decretou a prisão preventiva deles por conta da conduta dos agentes.
“Crimes dolosos contra a vida são de atribuição do Tribunal de Justiça, não dos militares. O juiz militar não tem competência para decretar prisão. O desembargador do TJ já mandou soltar meus clientes. Acredito que o juiz militar seguirá a decisão do magistrado da Justiça comum”, afirmou de Paula ao G1, nesta sexta.
Já o promotor Zagallo alega que a existência do vídeo é motivo suficiente para que os policiais continuem presos preventivamente.

Fonte: G1.com

SENSAÇÃO DE SEGURANÇA EM MS

Presença de militares não garante sensação de segurança a vizinhos




 Em vários locais da cidade é possível ver soldados que fazem a 

segurança de áres residenciais onde moram militares. (Foto:Luciana Brazil)

Morar, ou até mesmo trabalhar, em lugares vizinhos a áreas militares pode parecer, à primeira vista, uma situação segura. Mas a realidade em Campo Grande, segundo os moradores, não é sinônimo de segurança. A presença de soldados, que circulam pelas vilas militares, não chega nem a inibir a ação de bandidos.
A equipe de reportagem do Campo Grande News percorreu vários locais da cidade onde soldados fazem rondas em frente às casas de militares. Em todos eles, a resposta foi unânime. Os civis frisaram que a presença militar pode inibir algumas ações, mas nada que evite de forma rigorosa roubos ou assaltos.
A advogada Silvia Bontempo, 63 anos, radicada na cidade há 31 anos, lembra quando comprou o imóvel onde faria seu escritório de advocacia. A localização, em frente ao quartel da rua Joaquim Murtinho, foi a principal motivação, mas a insegurança logo veio à tona. O primeiro assalto aconteceu bem em frente à guarita do soldado que faz a vigilância.
“Entraram no escritório, levaram bolsas e carteiras de todo mundo que estava aqui. E o soldado não fez nada, até porque eles não podem fazer”, lembrou.
“As pessoas acham que vão ter mais segurança, mas os bandidos sabem que não adianta”, completou.
O corretor de imóveis, Evaldo Laranjeira, 77 anos, lembra que a casa vizinha a sua já foi assaltada três vezes. Ele mora ao lado do conjunto residencial militar da rua Joaquim Dornelas, no bairro Amambaí e ressalta que a lei que pune os criminosos é muito frágil. “A segurança é um problema muito complicado. A presença dos soldados não cheira e nem fede, acho que inibe muito pouco os bandidos”.

Ainda na rua Joaquim Dornelas, a funcionária de uma corretora de imóveis, Denise Silveira, 44 anos, acredita que os militares provocam a sensação de segurança, mas ainda lembra. “Sei que na verdade não estamos seguros”.
A advogada Luseny Alves dos Santos, 49 anos, mora em frente ao 20° Grupamento do Exército, no bairro Coophatrabalho, e frisa que residir tão perto do Exército não evita a ação de bandidos, mas segundo ela, depende muito da situação. “Não acredito que seja uma regra, mas pode inibir a ação em alguns casos”.
Com ou sem militares, a segurança na cidade e no resto do país é considerada pelas autoridades um problema grave. “Enquanto nós não tivermos leis mais rígidas, enquanto os presídios não forem terceirizados as coisas não vão mudar”, lembra Silvia Bontempo.
Orientação: O chefe de comunicação do Exército, o major Robson Peroni, explica que o soldado que está de serviço na segurança é inviolável. “Ninguém pode fazer nada contra ele. O soldado está autorizado a agir, até mesmo de forma letal, caso esteja em situação de ameaça”.
O major Peroni esclarece ainda que o soldado tem obrigação de cuidar de uma determinada área e se houver algo que coloque seu trabalho em risco, ele deve agir, acionando a guarnição.
“Se o soldado suspeitar de alguma situação, algum carro, ou alguma pessoa que coloque o seu trabalho em risco, ele deve tomar alguma atitude”. De acordo com o major, qualquer pessoa que esteja incumbida do poder de polícia tem obrigação de agir diante de fatos que tragam risco à população.
“Se o soldado presenciar alguma situação, mesmo que seja na residência de um civil, ele tem obrigação de agir, mas isso não quer dizer que ele vai deixar seu posto. Ele pode acionar a polícia ou a guarnição”.

FONTE: CAMPOGRANDENEWS
 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mato Grosso do Sul terá Programa ‘Crack, é possível vencer’


Mato Grosso do Sul vai receber R$ 30 milhões em recursos do Ministério da Saúde, da Justiça e do Desenvolvimento Social para combater o crack pelo programa do Governo Federal “Crack, é possível vencer”.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que atendeu a imprensa local nesta terça-feira (24) à noite por videoconferência, “Faremos serviços diferentes para áreas diferentes. O plano que temos e que aplicaremos servem para áreas centrais de Campo Grande e municípios”, completou o ministro.
Em Campo Grande e demais centros urbanos do Estado serão consultórios nas ruas com profissionais da Saúde capacitados para atender dependentes químicos do crack em ações conjuntas com a polícia.
Somente Mato Grosso do Sul terá 150 novos leitos destinados a internação compulsória, voluntária e involuntária de dependentes. Entre os leitos estão os que já existem nas unidades de internação particulares reajustando o valor da diária de internação paga pelo SUS (Sistema Único de Saúde) de R$ 57 para R$ 300.
Sobre a internação involuntária, o ministro garantiu que o entendimento da Saúde vai seguir o que a Lei manda.
“Toda vez que o profissional de saúde avaliar que a pessoa corre risco de vida é obrigação dela optar pela internação do atendido”, esclareceu.
O projeto terá início em Campo Grande, na região do bairro Los Angeles, definida após dados estatísticos e análise do IDH (índice de Desenvolvimento Humano) da região, segundo explicou o governador André Puccinelli.
Serão cerca de 230 mil habitantes atendidos com o programa, entre dependentes químicos e não-usuários. Câmeras de segurança serão instaladas entre o Los Angeles e a região do Anhanduí para monitoramento de pontos de uso e distribuição de drogas.
A data início do programa não foi divulgada porque fará parte de um cronograma do serviço de inteligência da Polícia Federal . 

Pesquisa de Satisfação Realizada.

Segurança Pública é a segunda principal demanda do campo-grandense, revela pesquisa do Datamax



 Entre 17 setores listados pelo Datamax/Televox em pesquisa por sete regiões de Campo Grande, saúde como em todo País é cronico despontou como a principal demanda da população. No total, 76% dos entrevistados manifestaram preocupação com o setor.

O maior índice de insatisfeitos - 84,4% - foi registrado na região do Prosa, que reúne bairros como Chácara Cachoeira e Novos Estados. A preocupação é menor, mesmo assim alta, na região do Imbirussu, que engloba bairros como Nova Campo Grande e Santo Amaro. Nestas redondezas, 70% dos entrevistados citaram a saúde como principal demanda da Capital.
Também é alvo de preocupação dos campo-grandenses a Segurança Pública. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados clamam por melhorias no setor. O maior índice de insatisfeitos – 58,7% - foi observado na região central da cidade. Por outro lado, 28,9% dos entrevistados, na região do Prosa, manifestaram queixas relacionadas à segurança.
A terceira maior demanda dos moradores da Capital, de acordo com a pesquisa, é o trânsito, com índice de 31% de preocupação. Mais uma vez, a região Central, concentra o maior número de temerosos com a atual situação no setor. No total, 42,2% dos entrevistados citaram o problema com uma das principais demandas do município. O menor índice de preocupados - 24,4% - foi registrado na região do Prosa.
Educação figura como a quarta maior demanda dos campo-grandenses, com 24% de citações. Nas regiões do Bandeira (Moreninha, Rita Vieira, Vilas Boas, Universitário e Tiradentes) e do Lagoa (Caiobá, São Conrado, Coophavilla II, Tijuca e Batistão), 29,3% consideram o setor a principal demanda do município.
Logo na sequência, aparece o transporte coletivo, com 23% de citações. Na região do Bandeira o índice atingiu 41,3% dos entrevistados, enquanto na região do Anhanduizinho (Aero Racho, Alves Pereira, Pioneiros, Lageado e Centro-Oeste) 15,8%.
Como a sexta maior demanda dos campo-grandenses figura o calçamento nas ruas e avenidas, com 21% de citações. Na região do Anhanduizinho, o índice de insatisfeitos é de 27,5%. Por outro lado, a menor parcela de preocupados é nas regiões Central e do Bandeira, com 13,3% de citações em ambas.
Limpeza pública foi lembrada por 13% dos entrevistados como maior demanda da Capital. Depois, empatadas com 10% de citações, figuram iluminação pública, rede de esgoto e opções de lazer. Com 9% de queixas, apareceu desemprego e habitação. 6% dos entrevistados manifestaram preocupação com o menor abandonado.
O instituto de pesquisa ouviu 480 pessoas entre 14 a 18 de julho. O registro foi efetivado no dia 18 com o número MS-00058/2012, em nome de Televox (contratado) e Cenpar Comunicação S/S LTDA (contratante).